Domingo, 13 de Maio de 2012


Bu konxi kel sensaçon di friu na nuka,
kel odio ku raiva gana di luta,
Ka mezti obi bu ten ki skuta,
palavras ki ta sai di boca de filho da puta,
Paranoia sata invadi nha menti,
tudu kez momentos bons kaba di repenti,
é midjor bu córi, sai di nha frenti,
in ka konsigui kontrola actos inconscientimenti,
Psico na nha menti ta atingi um limiti descontroladamenti,
prepara bu cabeça pa um kuza dimenti... LEMBRA
PARANOIA STA KUMI

Shaka Na Muve

Domingo, 15 de Abril de 2012

quero desmaiar, enfraquecer, quero, queria ser uma espécie de corpo morto, arrastado e esfolado, ter as feridas cobertas de pedras e de vidros, ter a serenidade dos meus olhos vazios quando voam para fora de mim, não sentir nada, aproximar-me das experiências quase-morte, adormecer no frio...

Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

"And then you went back after you put my heart in the bottom of your shoe. You just walked back to where you hurt and I didn't have nothing. So I went to where somebody had something for me, but none of them were you. I got a real dead loving here for you now, 'cause I don't know anymore how to avoid my own face wet with my tears."

Domingo, 1 de Abril de 2012

Sou um pouco daqui e dali,

Capaz de me integrar facilmente em qualquer lado

Sei várias línguas, várias culturas,

Como se por todo o mundo já tivesse viajado.

Sou vários povos e nenhum deles,

Aqui dentro,

foi tornado oficial.

Pergunta-lhes a eles e a mim própria

O que pensam de mim? Uma característica minha, especial…

Ninguém (nem eu) sabe bem o que dizer,

Sou demasiado paradoxal.

Para uns amável, dócil, carinhosa,

Para outros meio fria, fechada, indiferente,

Alguns acham-me agressiva, doida, conflituosa,

Há quem fale numa mistura incoerente e fervente.


Recorro então, para me explicar, à astrologia,

Aquário com ascendente e lua em Sagitário,

Ar e fogo, elementos opostos dançando em boémia e euforia,

Rimando um com o outro, sob o nome grego de Sofia.

Meu pai fogo, minha mãe ar, foi a esta luta intensa que sobrevivi

Mas em mim estes dois polos podem complementar-se, aprendi.

Eu ar, minha irmã fogo, meus pais fogo e ar, eu ar e fogo, tudo aqui

Num conflito eterno de inimigos que se amam: foi este o berço em que nasci.


Esta profunda crise de identidade:

Minha alma não corresponde à minha idade

Ter de todas as coisas um pouco, uma metade,

E depois vem esta angústia enorme que me invade

que dá cabo de mim, contra e por minha vontade.

Terça-feira, 27 de Março de 2012

scum

és, serás sempre alvo de chacota
não te escondas em mentiras e explicações
quem te manda ser puta, aldrabona, idiota?
não te encantes a ti própria com tuas ilusões
tens um espelho narcisista, mas faltam-te colhões
és mulher disto e daquilo, são tudo versões
do que te dá jeito, do que tu querias ser
e queres desesperadamente ter controlo, poder
(a foder...)
no fundo só reflectes a tua cobardia
a podridão toda mascarada de mania...
tua alma é corroída, sem valor, sebosa
porque não passas de uma frustrada invejosa
a lançar mau olhado a quem tem mais sorte que tu.
eu sei o que aí está, corpo vazio, feio, deformado,
tens vergonha de ti própria, arruína-te teu fado
porque tudo o que fazemos volta a nós, é engraçado...
em vez de fingires que te aceitas, acorda mana,
arranja princípios, a tua camuflagem não me engana,
vê lá se deixas de pertencer à escumalha humana.

Segunda-feira, 26 de Março de 2012

I

Encontrei o predador

Escolhendo a presa no menu,

Como carne para canhão,

Um naco saboroso, se cru…


A sua metodologia, tão paciente:

Ganha a confiança da cria dependente

Ela acredita em tudo, portanto ele mente,

Não é suficiente o desconforto que ela sente.

Ele, já tão perto, agarra a oportunidade, ataca!

Suga-lhe o sangue da aura fraca...


Ela fica ali, estendida, drenada,

Sem olhos na luz, sem vida, sem nada.

Ele caminha despreocupado, de barriga quase cheia,

Decidindo no menu a próxima ceia.


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II

os dedos subindo e descendo as escadas do plano
as mãos espertas, ágeis
apanhando as fragilidades
como se fossem pequenos pássaros feridos.

o ser humano salivando a experiência,
a prudência, a premeditação da sua natureza
calculisticamente insistente, sempre à espera,
mas com a intensidade fria e apaixonada de uma fera,
a brutalidade violenta de uma besta...

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III

será que a presa se deixa predar
porque é débil e inocente...
ou preda ela o predador
que de sua máscara é crente?

tudo o mesmo,
mas mais estrategicamente.

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IV

as peles finas, maltratadas,
não têm medo da queimadura
porque irremediavelmente acreditam
que tudo o que arde cura.

não cura, mas vai matando,
o fim vai-se aproximando,

e não é o que todos queremos?

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V

o sexo, a paixão, a carnalidade,
o sangue, o sacrifício, a insaciedade,
a morte, a dor, o prazer, o fogo,
a libertinagem perigosa de jogar este jogo...

quem ousa? quem quer tentar?
tantos que morreram a experimentar...
a febre corre nas veias, o corpo morre,
o que sente é maior que ele, não aguenta,
e tudo nele explode, rebenta,
e se desfaz da loucura em poeira cinzenta.

Quinta-feira, 22 de Março de 2012

cresci com isto na cabeça, agarrado aos cabelos,
é uma camada de sangue seco colado à pele,
tem um cheiro esquisito porque se confunde com o meu.
se eu tentar arrancar, a epiderme vem atrás
a gritar comigo, a dizer que se sai uma, saem duas,
a dizer que já não sei viver sem isto,
sem o meu próprio sangue derramado,
que não posso ficar sem ele -
que, sem ele, fica tudo em carne viva,
que, sem ele, já não sou eu,
já não sou nada...